Atividades realizadas na Fase 1

No biênio 2010-2012 o projeto contemplou diversas ações para a conservação do pato-mergulhão, dentro de três linhas de atuação (pesquisa biológica, educação ambiental e recuperação ambiental).

A pesquisa biológica é uma das principais linhas de atuação do projeto, já que para a conservação de uma espécie é necessário ter um conhecimento mínimo sobre a sua biologia, que em geral é conseguido por meio de estudos de longo prazo. Este conhecimento irá permitir o estabelecimento de ações de manejo para sua conservação.

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Instituto Terra Brasilis comemora 15 anos do Programa Pato-mergulhão com nascimento de 13 filhotes

Conhecer mais sobre aspectos da biologia e do comportamento do pato-mergulhão. Estes são alguns dos objetivos da nova campanha de captura e marcação da espécie realizada entre os dias 7 e 10 de outubro na região da Serra da Canastra pelos pesquisadores do Instituto Terra Brasilis.
Durante a campanha, foram capturados e anilhados dez indivíduos, dos quais dois foram marcados com rádios transmissores para posteriormente serem monitorados. Além disso, foram coletadas amostras de sangue para análise genética e realizados os procedimentos padrão, como pesagem, sexagem e avaliação das condições dos indivíduos.
“A campanha de captura e marcação é realizada anualmente, desde 2008, pelo Terra Brasilis, o que tem possibilitado o acúmulo de dados sobre a biologia do pato-mergulhão, contribuindo também com os estudos de genética que são essenciais para traçar estratégias para a conservação da espécie”, explica Lívia Lins, coordenadora do Programa Pato-mergulhão.

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Completando neste mês 15 anos do Programa Pato-mergulhão, o Instituto Terra Brasilis tem muito a comemorar. A equipe do programa acompanhou o nascimento de 13 filhotes de pato-mergulhão na região da Serra da Canastra, MG. A espécie, que é extremamente rara e criticamente ameaçada de extinção, tem seu período de reprodução entre os meses de maio e agosto.

Os pesquisadores do Instituto Terra Brasilis localizaram e monitoraram o ninho ao longo de todo o período de incubação até o nascimento dos filhotes. “Este monitoramento e a busca constante por novos ninhos tem possibilitado a obtenção de dados inéditos sobre a biologia reprodutiva do pato-mergulhão, como o tamanho da postura, tempo de incubação, sobrevivência dos filhotes, dentre outros aspectos, que são essenciais para traçar estratégias para a conservação da espécie”, explica Lívia Lins, coordenadora do Programa Pato-mergulhão.

O pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) é considerado uma das aves aquáticas mais ameaçadas de extinção no mundo. A sua população global está estimada em torno de 250 indivíduos, sendo a região da Serra da Canastra, no sudoeste de Minas Gerais, um de seus últimos refúgios no planeta. 

Com o objetivo de promover a conservação do pato-mergulhão, desde 2001, o Instituto Terra Brasilis desenvolve inúmeras ações, incluindo pesquisa e incentivo à proteção do seu habitat. A equipe do Programa Pato-mergulhão do Instituto Terra Brasilis também desenvolve na região ações voltadas para a disseminação do conhecimento, educação ambiental, recuperação de áreas degradadas, turismo sustentável, entre outras. 

 

Estação reprodutiva do pato-mergulhão

Conhecer mais sobre aspectos da biologia e do comportamento do pato-mergulhão. Estes são alguns dos objetivos da nova campanha de captura e marcação da espécie realizada entre os dias 7 e 10 de outubro na região da Serra da Canastra pelos pesquisadores do Instituto Terra Brasilis.
Durante a campanha, foram capturados e anilhados dez indivíduos, dos quais dois foram marcados com rádios transmissores para posteriormente serem monitorados. Além disso, foram coletadas amostras de sangue para análise genética e realizados os procedimentos padrão, como pesagem, sexagem e avaliação das condições dos indivíduos.
“A campanha de captura e marcação é realizada anualmente, desde 2008, pelo Terra Brasilis, o que tem possibilitado o acúmulo de dados sobre a biologia do pato-mergulhão, contribuindo também com os estudos de genética que são essenciais para traçar estratégias para a conservação da espécie”, explica Lívia Lins, coordenadora do Programa Pato-mergulhão.

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Equipe de biólogos do Terra Brasilis encontraram três ninhos em atividade na região da Serra da Canastra

Em meio às belas paisagens da região da Serra da Canastra, os pesquisadores do Instituto Terra Brasilis estão com os dias intensos. Para monitorar o período reprodutivo do pato-mergulhão é preciso acordar de madrugada, pegar estrada de terra, monitorar os rios de caiaque ou a pé e fazer rapel para alcançar ninhos. Mas todo este esforço está valendo a pena, nesta temporada foram encontrados três ninhos em atividade. Os ninhos estão sendo acompanhados pela equipe durante todo o período de incubação até o nascimento dos filhotes, que deve acontecer até o final de julho.  

Este monitoramento e a busca constante por novos ninhos tem possibilitado a obtenção de dados inéditos sobre a biologia reprodutiva do pato-mergulhão, como o tamanho da postura, tempo de incubação, sobrevivência dos filhotes, dentre outros aspectos, que são essenciais para traçar estratégias para a conservação da espécie. 

Programa de cativeiro do pato-mergulhão

Canastra (11)Canastra (12)Nesta temporada, a equipe de biólogos coletou três ovos férteis de um ninho, localizado em um barranco na margem Rio Santo Antônio, na região da Serra da Canastra. Os ovos coletados foram levados para o Zooparque Itatiba para compor o Programa de Cativeiro do Pato-mergulhão, que é coordenado pelo ICMBio com parcerias de diversos pesquisadores da espécie.

A coleta de ovos é uma tarefa muito delicada e tem que realizada em pouco tempo e com muita precisão. “Chegamos às 6h, esperamos a fêmea sair do ninho, descemos de rapel até o ninho que tem um acesso difícil, coletamos os ovos e, no próprio local realizamos a ovoscopia para saber se estavam férteis. Em seguida, o veterinário do Zooparque, Alexandre Resende, colocou os ovos em uma incubadora portátil para serem levados para o parque”, explica Flávia Ribeiro, bióloga do Programa Pato-mergulhão do Instituto Terra Brasilis.

Aumentar o número de patos-mergulhão em cativeiro é muito importante para que, posteriormente, seja possível a reintrodução dos indivíduos na natureza e com isso Fase 2 12diminuir o grau de ameaça da espécie.  O Programa é uma das ferramentas para a conservação do pato-mergulhão, mas é importante lembrar que esta medida tem que estar associada a outras para garantir a sobrevivência da espécie.

“É muito importante manter a população em vida livre, e para isso temos que conservar o ambiente em que ele vive, mantendo a boa qualidade da água e promovendo a recuperação de áreas que foram degradadas. Sem água de boa qualidade não tem pato-mergulhão e não teremos como reintroduzir os patos do cativeiro na natureza, porque para isso o ambiente tem que estar preservado”, afirma Flávia.