Projeto Pato Aqui, Água Acolá protege o pato-mergulhão

Projeto desenvolve ações que visam a conservação da espécie e dos recursos hídricos

01/04/2019

O pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) é uma espécie rara e está entre as 10 aves aquáticas mais ameaçadas de extinção do planeta. Ele vive em rios e córregos de águas claras e não poluídas, com corredeiras e vegetação em suas margens. Atualmente existem menos de 250 indivíduos na natureza, que são encontrados apenas no Brasil, nas regiões da Serra da Canastra (Minas Gerais), Jalapão (Tocantins) e Chapada dos Veadeiros (Goiás). A região da Serra da Canastra é uma importante área para a conservação desta ave, pois abriga mais da metade de todos os patos-mergulhões conhecidos. Como é muito exigente quanto ao ambiente em que vive, é considerado um indicador da boa qualidade da água.

Em 2018, o pato-mergulhão recebeu um grande reconhecimento nacional sendo nomeado pelo Ministério do Meio Ambiente o símbolo das águas brasileiras. Além disso, a espécie foi escolhida para compor a nova logomarca do Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais.

Desde 2010, a Petrobras e o Instituto Terra Brasilis são aliados em prol da conservação do pato-mergulhão e dos recursos hídricos. Com o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, o Terra Brasilis desenvolve o Projeto Pato Aqui, Agua Acolá que contribui para a conservação do pato-mergulhão por meio de ações de pesquisa biológica, educação e comunicação ambiental, e sustentabilidade rural na região da Serra da Canastra.

Agora em sua terceira fase, o projeto ampliou sua área de estudo, trabalhando a conservação da bacia do rio São Francisco em um nível geográfico mais amplo, incluindo tanto a região da Serra da Canastra, onde se situa a nascente deste rio, quanto a região da Lagoa de Ibirité, importante por ser o manancial que fornece água para as atividades industriais e para a comunidade. O projeto vem desenvolvendo inúmeras ações para garantir a conservação da espécie e dos recursos hídricos, baseadas em três eixos principais:

Pesquisa científica do pato-mergulhão - Com o objetivo de preencher lacunas importantes sobre a biologia da espécie, são realizadas pesquisas que possam subsidiar medidas de proteção e manejo para a sua conservação. Assim, são realizadas pesquisas sobre a distribuição do pato-mergulhão, assim como estudos sobre aspectos comportamentais, biologia reprodutiva, territorialidade, dispersão dos filhotes, dentre outros. 

Sustentabilidade rural - A poluição e o assoreamento dos rios − quase sempre provenientes do manejo inadequado do solo e da utilização de práticas agropecuárias ambientalmente impactantes − são ameaças à sobrevivência do pato-mergulhão pela alteração de seu hábitat, as águas limpas e transparentes, e à qualidade de vida das pessoas. Com o objetivo de minimizar as ameaças à sobrevivência da espécie e promover a conservação dos recursos hídricos, são desenvolvidas ações que promovam o uso sustentado da terra pelo produtor rural.

Atividades de sensibilização, mobilização e educação ambiental - Promover ações que conectam pessoas, a biodiversidade e a qualidade da água, é garantir qualidade de vida das comunidades. As atividades desenvolvidas pelo Projeto Pato Aqui, Água Acolá são voltadas para diversos públicos (escolar, produtores rurais e setor turístico), e trabalham questões relacionadas à manutenção do ecossistema, em especial sobre os recursos hídricos, fundamental para a sobrevivência do pato-mergulhão e para a melhoria da qualidade de vida da população em geral. 

O projeto atua também junto às políticas públicas, colaborando com o Plano de Ação para Conservação da Espécie (PAN Pato-mergulhão, coordenado pelo ICMBio) e junto aos tomadores de decisão, fornecendo informações sobre o status de conservação e as exigências ambientais da espécie, que devem ser consideradas como relevantes quando da implantação de empreendimentos ambientalmente impactantes na região de ocorrência do pato-mergulhão.

 

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