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Embaixador das Águas

Pato-mergulhão se torna ave símbolo da conservação das águas

Foi publicada, no Diário Oficial da União, a portaria nº 79, de 26 de Março de 2018 que reconhece o pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) como símbolo das águas brasileiras. A portaria foi assinada pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

Esta portaria foi resultado da campanha "Pato-mergulhão, Embaixador das Águas Brasileiras", lançada pelo Terra Brasilis, juntamente com o ICMBio e pesquisadores de outras instituições envolvidos com a conservação do pato-mergulhão, no dia 20/03, durante o Fórum Mundial da Água, em Brasília.

Sônia Rigueira, presidente do Instituto Terra Brasilis, foi a porta voz do pato-mergulhão e apresentou, com muita sensibilidade e poesia, os hábitos da espécie, as ameaças à sua sobrevivência na natureza e a necessidade de sua preservação. “O pato-mergulhão foi escolhido como símbolo por ser um bioindicador ambiental: onde há presença do pato-mergulhão, o ambiente ainda se encontra em equilíbrio. Isto porque esta ave só vive em locais onde existam águas limpas e transparentes, especialmente rios e córregos cercados por matas ciliares”, explica Sônia.

Em discurso durante o lançamento da campanha, o ministro Sarney Filho se comprometeu em assinar a portaria para reconhecer o pato-mergulhão como símbolo das águas brasileiras e destacou a importância da campanha, ao lembrar que o pato-mergulhão desempenha papel de bioindicador do equilíbrio dos ecossistemas. "É uma espécie de termômetro para medir a qualidade de nossas águas", afirmou.

O pato-mergulhão é considerado uma das dez aves aquáticas mais ameaçadas de extinção no mundo. A sua população global está estimada em menos de 250 indivíduos.

Foto: Gilberto Soares/MMA

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Embaixador das Águas

Pato-mergulhão no 8º Fórum Mundial da Água

Pato-mergulhão – Embaixador das Águas Brasileiras! Esta é a campanha que o Instituto Terra Brasilis, juntamente com o ICMBio e pesquisadores de outras instituições envolvidos com a conservação do pato-mergulhão irão lançar no 8º Fórum Mundial da Água.
O evento será realizado na próxima terça-feira, dia 20/03, às 17h, na Praça Brasil, durante o 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília.

Conheça mais sobre o pato-mergulhão, espécie que depende de água limpa e transparente e é considerada um bioindicador ambiental.

 

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Jornal Nacional

Pato-mergulhão é destaque em jornal da Rede Globo

Clique aqui para assistir a reportagem exibida na noite desta segunda-feira, dia 14/08.

*Matéria publicada no Portal do Jornal Nacional

Pela primeira vez, pato-mergulhão nasce em cativeiro em SP

Ave está em extinção, e pesquisadores usaram chocadeira artificial.
Estimativa é de que só existam 250 aves no mundo, todas no Brasil.

No interior de São Paulo, o trabalho de um grupo de cientistas na preservação de uma espécie ameaçada alcançou um resultado importante.

O nascimento de quatro filhotes de pato-mergulhão em cativeiro é algo inédito no mundo. Os bichos nasceram numa chocadeira artificial.

“Nosso objetivo principal é reproduzir pensando na conservação do pato, voltar com esse animal para a natureza”, explica Alexandre Resende, veterinário do ICMBio.

A estimativa é de que só existam 250 aves desse tipo, todas no Brasil. Os bichos estão distribuídos na Chapada dos Veadeiros, em Goiás; Jalapão, no Tocantins; na cidade mineira de Patrocínio; e na Serra da Canastra, uma região de cenários tão raros quanto o pato.

Onde tem pato-mergulhão tem natureza preservada. A ave é uma pescadora por excelência. Mas precisa de água limpa e corrente para se alimentar. E isso é que não falta na Serra da Canastra, como a água da nascente do Rio São Francisco. É nessa região que nasce a fonte incessante da vida, que viaja por mais de 2 mil quilômetros pelo Brasil e garante a sobrevivência de muitas espécies, inclusive a do pato-mergulhão.

Tem que madrugar para acompanhar o trabalho dos pesquisadores. Eles percorreram o cerrado em busca de ninhos, que geralmente ficam nos barrancos. Nesse dia, eles ficaram pendurados em cordas.

“Ali deve ter uns três metros de altura e, abaixo, passa uma corredeira bem forte”, explicou Wellington Viana, biólogo da Terra Brasilis.

O ninho tinha seis ovos, três foram retirados e transportados numa chocadeira portátil.
Numa das áreas mais bonitas do Brasil, o Parque Estadual do Jalapão, no Tocantins, os pesquisadores usaram botes e desafiaram as corredeiras para chegar até os ninhos, que estavam nos troncos.

Os ovos viajaram de avião para a criação em cativeiro no interior de São Paulo. E aqueles que ficaram na natureza garantiram as novas gerações.
Imagens exclusivas do pesquisador mostram o momento em que a mãe e os patinhos saem do ninho pela primeira vez. Os pequenos despencam para a vida e demonstram toda a alegria no primeiro contato com a água.

Originalmente publicada no site do Jornal Nacional: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/08/pela-primeira-vez-pato-mergulhao-nasce-em-cativeiro-em-sp.html

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