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 DSC5677 JPG em baixa Adriano Gambarini

Instituto Terra Brasilis comemora 15 anos do Programa Pato-mergulhão com nascimento de 13 filhotes

Completando neste ano 15 anos do Programa Pato-mergulhão, o Instituto Terra Brasilis tem muito a comemorar. A equipe do programa acompanhou o nascimento de 13 filhotes de pato-mergulhão na região da Serra da Canastra, MG. A espécie, que é extremamente rara e criticamente ameaçada de extinção, tem seu período de reprodução entre os meses de maio e agosto.

Os pesquisadores do Instituto Terra Brasilis localizaram e monitoraram o ninho ao longo de todo o período de incubação até o nascimento dos filhotes. “Este monitoramento e a busca constante por novos ninhos tem possibilitado a obtenção de dados inéditos sobre a biologia reprodutiva do pato-mergulhão, como o tamanho da postura, tempo de incubação, sobrevivência dos filhotes, dentre outros aspectos, que são essenciais para traçar estratégias para a conservação da espécie”, explica Lívia Lins, coordenadora do Programa Pato-mergulhão.

O pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) é considerado uma das aves aquáticas mais ameaçadas de extinção no mundo. A sua população global está estimada em torno de 250 indivíduos, sendo a região da Serra da Canastra, no sudoeste de Minas Gerais, um de seus últimos refúgios no planeta.

Com o objetivo de promover a conservação do pato-mergulhão, desde 2001, o Instituto Terra Brasilis desenvolve inúmeras ações, incluindo pesquisa e incentivo à proteção do seu habitat. A equipe do Programa Pato-mergulhão do Instituto Terra Brasilis também desenvolve na região ações voltadas para a disseminação do conhecimento, educação ambiental, recuperação de áreas degradadas, turismo sustentável, entre outras. Visite o site www.terrabrasilis.org.br/patoaquiaguaacola para acompanhar as nossas atividades com esta ave tão especial!

Foto: Adriano Gambarini

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Terra

Dia da Sobrecarga da Terra

Práticas humanas contribuem para o rápido esgotamento de recursos naturais

No dia 8 de agosto de 2016, chegamos ao ‘Dia da Sobrecarga da Terra’, esgotando todos os recursos que a Terra é capaz de oferecer de forma sustentável no período de um ano. Nossos hábitos de consumo contribuem para o rápido esgotamento de recursos naturais e a emissão de carbono é o principal problema, ela é responsável por cerca de 60% da pegada ecológica global. Hoje, precisaríamos de 1,6 Terra para viver um ano sem dívidas e se continuarmos nesse ritmo, nossa “dívida ecológica” vai piorar.

Calcule a sua pegada ecológica, descubra o seu impacto sobre o planeta e veja como você pode contribuir para o combate às mudanças no clima. Acesse.

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Photo 3 - D. wilsonii tree near farm facility

FZB-BH recebe reunião do PAN faveiro-de-Wilson

No dia 29 de abril, foi realizada, no auditório da Casa de Educação Ambiental da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte (FZB-BH), a segunda reunião de monitoramento do Plano de Ação Nacional para Conservação do Faveiro-de-Wilson – PAN faveiro-de-wilson, espécie de árvore endêmica de Minas que está classificada como “Criticamente em Perigo” de extinção no Livro Vermelho da Flora do Brasil com a qual a Fundação vem trabalhando há 12 anos.

O Grupo de Assessoramento Técnico do PAN, nomeado em 2015 por meio de portaria do Ministério do Meio Ambiente (MMA), é composto por representantes da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte (FZB-BH), do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF); do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); da Universidade Federal de Viçosa (UFV); da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad); do Centro Nacional de Conservação da Flora/Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (CNCFlora/JBRJ); da Associação de Amigos da Serra do Elefante (AASE); do Instituto Terra Brasilis e do Instituto Prístino.

Segundo Fernando M. Fernandes, engenheiro florestal do Jardim Botânico da FZB-BH e coordenador do PAN, das 33 ações do PAN, algumas estão tendo andamento normal, outras estão um pouco atrasadas, devido principalmente à falta de recursos financeiros. Para superar essa dificuldade, propostas de parceria têm sido enviadas para editais públicos e outras fontes de financiamento ou patrocínio.

De acordo com a bióloga e coordenadora do Núcleo Planejamento de Ações do CNCFlora/JBRJ, Nina Pougy, a reunião possibilitou uma discussão detalhada sobre o andamento de todas as ações propostas no plano. Ainda, tendo em vista o caráter dinâmico do documento, foram realizados ajustes de prazos e instituições envolvidas, a fim de garantir o cumprimento das ações para conservação do Faveiro-de-Wilson.

Durante o evento, os participantes compartilharam informes sobre o andamento do plano, relataram as experiências positivas vivenciadas até agora, as dificuldades encontradas na execução das ações, e planejaram novas estratégias para garantir o sucesso deste PAN.

*Publicado originalmente no Portal da Prefeitura de Belo Horizonte - 09/05/2016

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