Notícias

 

patos gambarini

Publicação científica sobre a ecologia reprodutiva do pato-mergulhão

16/10/2018

Artigo publicado reúne dados de 12 anos de pesquisa sobre a espécie

Acaba de ser publicado um artigo sobre a ecologia reprodutiva do pato-mergulhão na região do Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, de autoria das biólogas Flávia Ribeiro e Lívia Lins, do Instituto Terra Brasilis e do professor Flávio Rodrigues, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O artigo, publicado pela renomada revista científica Waterbirds, especializada em aves aquáticas, traz parâmetros reprodutivos inéditos sobre o pato-mergulhão, a partir de dados coletados na região do Parque Nacional da Serra da Canastra. São apresentados dados de tamanho da ovipostura, temperatura e umidade de incubação dos ovos, sucesso reprodutivo, predação de ninhos, entre outros. “Muitos dos dados apresentados nesse estudo são fundamentais para subsidiar ações efetivas de conservação da espécie, incluindo a reprodução em cativeiro”, destaca Flávia Ribeiro.

Esse artigo é resultante da dissertação de mestrado ‘Biologia reprodutiva do pato-mergulhão Mergus octosetaceus na região do Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, Brasil’ apresentada por Flávia Ribeiro ao Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Os dados para essa pesquisa foram coletados pela equipe do Projeto Pato Aqui, Água Acolá que é realizado pelo Instituto Terra Brasilis com o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Referência:
Reproductive Ecology of the Brazilian Merganser (Mergus octosetaceus) in Serra da Canastra National Park and Adjacent Areas, Minas Gerais, Brazil
Flávia Ribeiro, Lívia Vanucci Lins e Flávio Henrique Guimarães Rodrigues
Waterbirds 2018, Vol. 41, No. 3: 238-246.

Link para acessar a publicação: http://www.terrabrasilis.org.br/ecotecadigital/images/abook/pdf/2018/Brazilian%20Merganser%20Breeding%20Ecology.pdf

Foto: Adriano Gambarini

Compartilhar

 

 

filhotes 2018

Filhotes de pato-mergulhão nascem na Serra da Canastra

Pesquisadores do Terra Brasilis acompanham o nascimento de 10 filhotes da espécie que está ameaçada de extinção

19/07/2018

Há 16 anos o Terra Brasilis registrava o primeiro ninho de pato-mergulhão no Brasil. E desde então vem acumulando dados sobre a biologia reprodutiva do pato-mergulhão, como o tamanho da postura, tempo de incubação, sobrevivência dos filhotes, entre outros aspectos, que são essenciais para traçar estratégias para a conservação da espécie.

Estes esforços contínuos de monitoramento da espécie continuam gerando resultados. Neste mês de julho, a equipe do projeto Pato Aqui, Água Acolá, realizado pelo Terra Brasilis, acompanhou o nascimento de 10 filhotes de pato-mergulhão na região da Serra da Canastra, Minas Gerais, em dois ninhos diferentes. Os pesquisadores localizaram e monitoraram os ninhos durante todo o período de incubação até o nascimento dos filhotes. A espécie tem seu período de reprodução entre os meses de maio e julho.

O pato-mergulhão é uma ave aquática rara e criticamente ameaçada de extinção, hoje só encontrada no Brasil. É estimada a existência de apenas 250 indivíduos dessa espécie. A região da Serra da Canastra, em Minas Gerais, abriga a maior população conhecida desta espécie.

Por ser muito exigente em relação à qualidade ambiental, essa ave vive somente em rios de águas limpas e transparentes, com corredeiras e abundância de peixes, seu principal alimento. Cada casal ocupa cerca de doze quilômetros de rio, onde faz seu ninho em buracos nos barrancos ou nos ocos de árvores na beira do rio.

O projeto Pato Aqui, Água Acolá é realizado pelo Instituto Terra Brasilis, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, e vem desenvolvendo numerosas ações para garantir a conservação do pato-mergulhão e dos recursos hídricos na região da Serra da Canastra.

Compartilhar

 

 

renovacao

Petrobras patrocina fase 3 do Projeto Pato Aqui, Água Acolá

O projeto Pato Aqui, Água Acolá mais uma vez conta o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, e parte para sua terceira fase.

Com o patrocínio da Petrobras, o Terra Brasilis desenvolveu o Projeto Pato Aqui, Agua Acolá fase 1 e fase 2, e agora na fase 3 dará continuidade as ações que contribuíram para a conservação do pato-mergulhão e da água, por meio de pesquisa biológica da espécie, atividades de educação e comunicação ambiental, e sustentabilidade rural.

Na fase 3, o projeto irá ampliar sua área de atuação, com o intuito de trabalhar a conservação da água da bacia do rio São Francisco em um nível geográfico mais amplo, incluindo tanto a região da Serra da Canastra, onde se situa a nascente deste rio, quanto a região da Lagoa de Ibirité, situada na região metropolitana de Belo Horizonte, importante por ser o manancial que fornece água para as atividades industriais e para a comunidade.

"Esta não é uma área de ocorrência do pato-mergulhão, entretanto, ao desenvolver ações que promovam a conservação da água de uma determinada região, estamos contribuindo para a preservação da água da bacia como um todo", explica Lívia Lins, coordenadora do projeto.

Compartilhar