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Instituto Terra Brasilis sedia oficina sobre conservação de abelhas

Durante três dias de evento, foram levantados dados para avaliação do estado de conservação de 242 espécies de abelhas Meliponini

Em consonância com um dos pilares de sua missão, o Instituto Terra Brasilis segue trabalhando no apoio e produção de conteúdos científicos e técnicos relacionados à conservação da biodiversidade. Portanto, entre os dias 13 e 15 de outubro, o Terra Brasilis sediou uma oficina coordenada pelo Instituto Chico Mendes, contando com membros da Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal de Viçosa, USP - Ribeirão Preto e Universidade Federal do Paraná.

Durante o evento, foi avaliado o estado de conservação das 242 espécies registradas no Brasil de abelhas Meliponini, uma tribo de abelhas da família Apidae, conhecidas popularmente como abelhas sem ferrão, mesma família que inclui também as abelhas melíferas ‘europa’, as abelhas das orquídeas, as abelhas carpinteiras e as mamangabas sociais. As estimativas dão conta de que existam entre 500 e 800 espécies nesta tribo espalhadas pelas zonas tropicais e sub-tropicais do planeta, a maior parte delas na América Latina.

Onildo João Marini Filho, coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade do Cerrado e Caatinga do ICMBio, conta que cada uma das 242 espécies foi analisada individualmente, levando-se em conta sua área de ocorrência, tendências populacionais e ameaças, além de particularidades biológicas. Estes dados são indicações importantes para se diagnosticar o estado de conservação que será utilizado pelo Ministério do Meio Ambiente para atualizar a lista nacional de espécies ameaçadas de extinção, ou lista vermelha, segundo critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

O professor Fernando Silveira da UFMG informa que o papel das Meliponini como espécies polinizadoras é importante para a conservação de plantas nativas e também para a produção agrícola. Segundo o pesquisador, estima-se que 1/3 dos alimentos consumidos no mundo são produzidos por intermédio das abelhas.

Desde 2009 o ICMBio vem avaliando o estado de conservação de diversos grupos taxonômicos da fauna brasileira, devendo atingir em breve 12.000 espécies avaliadas, com praticamente todos os vertebrados e grupos selecionados de invertebrados compondo este panorama.

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Combate a Incêndios

Brigadistas do Terra Brasilis combateram cerca de 60 incêndios em 15 dias

A forte estiagem que castiga o estado de Minas Gerais tem favorecido a propagação de inúmeras queimadas. Com o objetivo de combater estes incêndios em áreas naturais e protegidas e preservar a biodiversidade, o Instituto Terra Brasilis mantém quatro equipes de brigadistas, totalizando 40 pessoas, espalhadas na região do Quadrilátero Ferrífero, com bases em Nova Lima, Itabira, Barão de Cocais e Mariana. Esse trabalho já é realizado há cerca de cinco anos.

Segundo Sônia Rigueira, coordenadora geral do Programa de Prevenção e Combate a Incêndios em Áreas Naturais e presidente do Instituto Terra Brasilis, somente nas duas últimas semanas foram atendidas cerca de 60 ocorrências de incêndio nas quatro regiões em que atua, sendo 7 apenas na última terça-feira (14/10) que mobilizaram 35 efetivos.

“Como a vegetação está muito seca, e com o vento forte, o fogo se alastra com muita facilidade e rapidez, o que dificulta bastante o nosso trabalho. Basta uma faísca para se deflagrar um incêndio. Algumas atitudes, como não jogar cigarro na beira de estradas, evitar a queimada em pastagens e lavouras, mesmo que controlada, e fazer o popular aceiro, que cria barreiras para o avanço do fogo são medidas preventivas muito importantes para evitar um incêndio”, explica Anderson Freitas, coordenador da base de Nova Lima.

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Ciência na escola

Atividades do circuito 'Fazendo Ciência' estimulam a criatividade e a participação dos alunos

Entre os meses de setembro e novembro, cerca de 350 alunos de escolas da região da Serra da Canastra participaram de atividades práticas de educação ambiental do Projeto Pato Aqui, Água Acolá. Até o momento seis municípios foram visitados, São Roque de Minas, Vargem Bonita, Piumhi, Capitólio, Delfinópolis e São João Batista do Glória.

“Realizamos diversas práticas com os alunos, como análise da qualidade da água por meio da medição do pH com o extrato do repolho roxo, construção de ecossistemas experimentais e análise de diferentes tipos de solo”, explica Jéssica Reis, educadora ambiental do projeto.

As atividades fazem parte do circuito 'Fazendo Ciência' que desenvolve várias oficinas e práticas de educação ambiental com alunos do sexto ano do ensino fundamental de escolas públicas e privadas de doze municípios na área de atuação do Projeto Pato Aqui, Água Acolá.

O objetivo das atividades é trabalhar com os alunos, em parceria com os professores, as causas e consequências dos problemas ambientais relacionados à conservação dos solos, dos recursos hídricos, da biodiversidade e do bioma cerrado, contribuindo assim na formação da consciência ambiental destes alunos.

Ao final das atividades, os alunos e professores receberam o kit de divulgação do projeto Pato Aqui, Água Acolá, composto por mochila, caderno, caneta e régua.

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