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Captura e marcação do pato-mergulhão na Chapada dos Veadeiros

14/03/2019

No mês de fevereiro, Flávia Ribeiro e Wellington Viana, biólogos do projeto Pato Aqui, Água Acolá, patrocinado pela Petrobras, participaram da Campanha de Captura e Marcação do Pato-mergulhão na região do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

A equipe do projeto foi convidada a participar devido à experiência do Instituto Terra Brasilis no desenvolvimento de estudos biológicos do pato-mergulhão na região da Serra da Canastra. Desde 2008, o Instituto realiza campanhas de captura e marcação do pato-mergulhão na região. Até o momento 56 indivíduos, dentre adultos e jovens, foram capturados na região e marcados com anilhas, sendo que dessas aves, 24 também receberam rádios transmissores.

Durante quatro dias, os pesquisadores percorreram quatro cursos d’água da região da Chapada dos Veadeiros para captura e marcação de jovens de pato-mergulhão avistados no rio Tocantinzinho e um casal observado no rio dos Couros. Apesar das chuvas intensas e aumento do volume e turbidez dos rios na região, foram realizados os procedimentos para tentativa de captura, como localização das aves e instalação da rede. “Embora não tenha sido possível realizar a captura neste período de chuva, quando, em geral, as aves buscam por tributários de águas claras, a troca de experiência entre as equipes dos projetos foi extremamente valiosa e contribuirá para futuras campanhas de captura e marcação, destaca Flávia Ribeiro.

A campanha faz parte do projeto “Evitando a Extinção do Pato-mergulhão no Corredor Veadeiros - Pouso Alto - Kalunga” que é desenvolvido pelo Instituto Amada Terra no município de Alto Paraíso de Goiás, localizado na região da Chapada dos Veadeiros, sob a coordenação geral da pesquisadora Gislaine Disconzi e coordenador de campo Fernando Previdente. Além da equipe do Projeto Pato Aqui, Água Acolá, foi também convidada a coordenadora do Plano de Ação Nacional do Pato-mergulhão, Rita Surrage (CEMAVE/ICMBio).

O Projeto Pato Aqui, Água Acolá é realizado pelo Instituto Terra Brasilis e conta com o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

 

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Pato-mergulhão torna-se símbolo do Parque Nacional da Serra da Canastra

08/11/2018

O pato mergulhão, ave criticamente ameaçada de extinção, foi escolhido para compor a nova logomarca do Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais. Essa região é uma importante área para a sua conservação, pois abriga mais da metade de todos os patos-mergulhões conhecidos. A espécie é considerada um indicador da qualidade ambiental e foi reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como símbolo das águas brasileiras.

Para a criação da logomarca, o Conselho Consultivo do Parque realizou uma campanha com alunos de escolas públicas dos municípios abrangidos pelo Parque. Os dez melhores desenhos foram escolhidos para inspirar a logomarca.

Além do pato-mergulhão, a Cachoeira Casca D’anta, maior queda do rio São Francisco, com 186 metros de altura, também está representada na nova marca. As cores do desenho remetem ao padrão de coloração do pato mergulhão e às nuances de cores da Serra da Canastra em diferentes estações do ano.

O Terra Brasilis realiza o Projeto Pato Aqui, Água Acolá, patrocinado pela Petrobras, por meio do programa Petrobras Socioambiental, para promover a conservação do pato-mergulhão e da boa qualidade da água na região da Serra da Canastra.

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patos gambarini

Publicação científica sobre a ecologia reprodutiva do pato-mergulhão

16/10/2018

Artigo publicado reúne dados de 12 anos de pesquisa sobre a espécie

Acaba de ser publicado um artigo sobre a ecologia reprodutiva do pato-mergulhão na região do Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, de autoria das biólogas Flávia Ribeiro e Lívia Lins, do Instituto Terra Brasilis e do professor Flávio Rodrigues, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O artigo, publicado pela renomada revista científica Waterbirds, especializada em aves aquáticas, traz parâmetros reprodutivos inéditos sobre o pato-mergulhão, a partir de dados coletados na região do Parque Nacional da Serra da Canastra. São apresentados dados de tamanho da ovipostura, temperatura e umidade de incubação dos ovos, sucesso reprodutivo, predação de ninhos, entre outros. “Muitos dos dados apresentados nesse estudo são fundamentais para subsidiar ações efetivas de conservação da espécie, incluindo a reprodução em cativeiro”, destaca Flávia Ribeiro.

Esse artigo é resultante da dissertação de mestrado ‘Biologia reprodutiva do pato-mergulhão Mergus octosetaceus na região do Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, Brasil’ apresentada por Flávia Ribeiro ao Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Os dados para essa pesquisa foram coletados pela equipe do Projeto Pato Aqui, Água Acolá que é realizado pelo Instituto Terra Brasilis com o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Referência:
Reproductive Ecology of the Brazilian Merganser (Mergus octosetaceus) in Serra da Canastra National Park and Adjacent Areas, Minas Gerais, Brazil
Flávia Ribeiro, Lívia Vanucci Lins e Flávio Henrique Guimarães Rodrigues
Waterbirds 2018, Vol. 41, No. 3: 238-246.

Link para acessar a publicação: http://www.terrabrasilis.org.br/ecotecadigital/images/abook/pdf/2018/Brazilian%20Merganser%20Breeding%20Ecology.pdf

Foto: Adriano Gambarini

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