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Jornal Nacional

Pato-mergulhão é destaque em jornal da Rede Globo

Clique aqui para assistir a reportagem exibida na noite desta segunda-feira, dia 14/08.

*Matéria publicada no Portal do Jornal Nacional

Pela primeira vez, pato-mergulhão nasce em cativeiro em SP

Ave está em extinção, e pesquisadores usaram chocadeira artificial.
Estimativa é de que só existam 250 aves no mundo, todas no Brasil.

No interior de São Paulo, o trabalho de um grupo de cientistas na preservação de uma espécie ameaçada alcançou um resultado importante.

O nascimento de quatro filhotes de pato-mergulhão em cativeiro é algo inédito no mundo. Os bichos nasceram numa chocadeira artificial.

“Nosso objetivo principal é reproduzir pensando na conservação do pato, voltar com esse animal para a natureza”, explica Alexandre Resende, veterinário do ICMBio.

A estimativa é de que só existam 250 aves desse tipo, todas no Brasil. Os bichos estão distribuídos na Chapada dos Veadeiros, em Goiás; Jalapão, no Tocantins; na cidade mineira de Patrocínio; e na Serra da Canastra, uma região de cenários tão raros quanto o pato.

Onde tem pato-mergulhão tem natureza preservada. A ave é uma pescadora por excelência. Mas precisa de água limpa e corrente para se alimentar. E isso é que não falta na Serra da Canastra, como a água da nascente do Rio São Francisco. É nessa região que nasce a fonte incessante da vida, que viaja por mais de 2 mil quilômetros pelo Brasil e garante a sobrevivência de muitas espécies, inclusive a do pato-mergulhão.

Tem que madrugar para acompanhar o trabalho dos pesquisadores. Eles percorreram o cerrado em busca de ninhos, que geralmente ficam nos barrancos. Nesse dia, eles ficaram pendurados em cordas.

“Ali deve ter uns três metros de altura e, abaixo, passa uma corredeira bem forte”, explicou Wellington Viana, biólogo da Terra Brasilis.

O ninho tinha seis ovos, três foram retirados e transportados numa chocadeira portátil.
Numa das áreas mais bonitas do Brasil, o Parque Estadual do Jalapão, no Tocantins, os pesquisadores usaram botes e desafiaram as corredeiras para chegar até os ninhos, que estavam nos troncos.

Os ovos viajaram de avião para a criação em cativeiro no interior de São Paulo. E aqueles que ficaram na natureza garantiram as novas gerações.
Imagens exclusivas do pesquisador mostram o momento em que a mãe e os patinhos saem do ninho pela primeira vez. Os pequenos despencam para a vida e demonstram toda a alegria no primeiro contato com a água.

Originalmente publicada no site do Jornal Nacional: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/08/pela-primeira-vez-pato-mergulhao-nasce-em-cativeiro-em-sp.html

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Programa Terra da Gente 

Terra da Gente acompanha o trabalho dos pesquisadores do Terra Brasilis com o o pato-mergulhão, ave ameaçada de extinção, na Serra da Canastra

Confira o vídeo com a reportagem completa, exibida neste sábado, dia 12/08: https://goo.gl/wCYRZv

*Matéria publicada no Portal do G1 - Terra da Gente

Ovos de pato-mergulhão são coletados para garantir a sobrevivência da espécie

Terra da Gente acompanha o trabalho de pesquisadores na coleta de ovos de pato-mergulhão, ave ameaçada de extinção, na Serra da Canastra

A equipe do Terra da Gente vai à Serra da Canastra, em Minas Gerais, para acompanhar de perto o trabalho de pesquisadores na preservação de uma das aves aquáticas mais ameaçadas do mundo, o pato-mergulhão. Estima-se que existam apenas 250 indivíduos na natureza.

Há 16 anos, estudiosos do Instituto Terra Brasilis dedica-se ao trabalho de encontrar ninhos da espécie pelo Cerrado. O grupo não mede esforços para alcançar o objetivo. A pé, de carro ou a remo, os pesquisadores vão a campo.

Quem também auxilia nesta operação é Alexandre Resende, biólogo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Na Serra da Canastra, a meta é encontrar o ninho, coletar os ovos e levá-los para a criação em cativeiro. Essa intervenção do homem é necessária para garantir a segurança, preservar a espécie e evitar que seja extinta. A intenção é que futuramente as aves sejam reintroduzidas na natureza.

O trabalho não é nada fácil. O pato-mergulhão costuma construir o ninho em barrancos. Técnicas de rapel são colocadas em prática para fazer a retirada dos ovos. Nos ninhos, os pesquisadores analisam as condições dos ovos, para posteriormente transferirem a uma chocadeira portátil e realizarem outro exame.

Alexandre já fez este mesmo trabalho no Parque Estadual do Jalapão, em Tocantins. O biólogo e outros seis pesquisadores navegaram com botes infláveis pelo rio Novo à procura de ninhos. Por sorte, a equipe encontrou o ninho e realizou com sucesso a coleta dos ovos, que posteriormente foram levados de avião até Palmas e encaminhados a Itatiba, no interior de São Paulo.

Recentemente, um feito histórico foi registrado. Pela primeira vez, os casais trazidos para Itatiba procriaram no ZooParque e filhotes de pato-mergulhão nasceram em cativeiro.

Os ovos que não foram retirados do ninho também são monitorados por biólogos. Em registros pessoais, é possível ver o primeiro voo dos filhotes.

Originalmente publicada no site do G1 - Terra da Gente: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/ovos-de-pato-mergulhao-sao-coletados-para-garantir-a-sobrevivencia-da-especie.ghtml

(Foto: Jefferson Barbosa/TG)

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Estação reprodutiva do pato-mergulhão

Equipe de biólogos do Terra Brasilis encontraram três ninhos em atividade na região da Serra da Canastra

Em meio às belas paisagens da região da Serra da Canastra, os pesquisadores do Instituto Terra Brasilis estão com os dias intensos. Para monitorar o período reprodutivo do pato-mergulhão é preciso acordar de madrugada, pegar estrada de terra, monitorar os rios de caiaque ou a pé e fazer rapel para alcançar ninhos. Mas todo este esforço está valendo a pena, nesta temporada foram encontrados três ninhos em atividade. Os ninhos estão sendo acompanhados pela equipe durante todo o período de incubação até o nascimento dos filhotes, que deve acontecer até o final de julho.

Este monitoramento e a busca constante por novos ninhos tem possibilitado a obtenção de dados inéditos sobre a biologia reprodutiva do pato-mergulhão, como o tamanho da postura, tempo de incubação, sobrevivência dos filhotes, dentre outros aspectos, que são essenciais para traçar estratégias para a conservação da espécie.

Programa de cativeiro do pato-mergulhão

Nesta temporada, a equipe de biólogos coletou três ovos férteis de um ninho, localizado em um barranco na margem Rio Santo Antônio, na região da Serra da Canastra. Os ovos coletados foram levados para o Zooparque Itatiba para compor o Programa de Cativeiro do Pato-mergulhão, que é coordenado pelo ICMBio com parcerias de diversos pesquisadores da espécie.

A coleta de ovos é uma tarefa muito delicada e tem que realizada em pouco tempo e com muita precisão. “Chegamos às 6h, esperamos a fêmea sair do ninho, descemos de rapel até o ninho que tem um acesso difícil, coletamos os ovos e, no próprio local realizamos a ovoscopia para saber se estavam férteis. Em seguida, o veterinário do Zooparque, Alexandre Resende, colocou os ovos em uma incubadora portátil para serem levados para o parque”, explica Flávia Ribeiro, bióloga do Programa Pato-mergulhão do Instituto Terra Brasilis.

Aumentar o número de patos-mergulhão em cativeiro é muito importante para que, posteriormente, seja possível a reintrodução dos indivíduos na natureza e com isso diminuir o grau de ameaça da espécie. O Programa é uma das ferramentas para a conservação do pato-mergulhão, mas é importante lembrar que esta medida tem que estar associada a outras para garantir a sobrevivência da espécie.

“É muito importante manter a população em vida livre, e para isso temos que conservar o ambiente em que ele vive, mantendo a boa qualidade da água e promovendo a recuperação de áreas que foram degradadas. Sem água de boa qualidade não tem pato-mergulhão e não teremos como reintroduzir os patos do cativeiro na natureza, porque para isso o ambiente tem que estar preservado”, afirma Flávia.

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